Amostragem

1. Representatividade da área
 
As amostras devem ser coletadas nas glebas homogêneas da área, sendo que cada amostra deve ser composta de sub-amostras, assim como é feito na coleta de solo para fins de análises de fertilidade química do solo. Após a coleta de três, cinco ou dez sub-amostras (dependendo do tamanho da gleba), deve-se unir todas estas, dando origem a uma amostra composta. Para tanto, estas sub-amostras devem ser homogeneizadas em um balde ou em um recipiente de plástico, e posteriormente retira-se cerca de 250 gramas de solo, a ser acondicionado em saco plástico limpo, o qual deverá ser devidamente identificado e enviado ao laboratório. Em todas as amostras e sub-amostras deve-se retirar restos vegetais, raízes ou qualquer material orgânico encontrado na superfície do solo.​
2. Composição das amostras de solo
Além de divisão da área em glebas homogêneas e o uso de amostras formadas por sub-amostras, é importante que seja avaliada a necessidade de se realizar repetições de amostragem em um local. As repetições não devem ser feitas nos mesmos pontos amostrais, além de ser importante que se mantenha a mesma forma de coleta em todas as repetições. Estas repetições tem o intuito de melhorar a representatividade da área e fornecer maior confiabilidade dos resultados que serão gerados. Com repetições de amostras é possível a realização de testes estatísticos, que irão promover maior confiabilidade ao ensaio ou experimento agrícola. Recomenda-se no mínimo três repetições por amostra ou local que se deseja avaliar, sendo este número variável em função de produto aplicado ou manejo adotado.
3. Repetições
Além de divisão da área em glebas homogêneas e o uso de amostras formadas por sub-amostras, é importante que seja avaliada a necessidade de se realizar repetições de amostragem em um local. As repetições não devem ser feitas nos mesmos pontos amostrais, além de ser importante que se mantenha a mesma forma de coleta em todas as repetições. Estas repetições tem o intuito de melhorar a representatividade da área e fornecer maior confiabilidade dos resultados que serão gerados. Com repetições de amostras é possível a realização de testes estatísticos, que irão promover maior confiabilidade ao ensaio ou experimento agrícola. Recomenda-se no mínimo três repetições por amostra ou local que se deseja avaliar, sendo este número variável em função de produto aplicado ou manejo adotado.
4. Profundidade da coleta de amostras de solo 
 
As amostras de solo utilizadas nas análises biológicas são coletadas na profundidade onde há maior exploração do sistema radicular das plantas cultivadas na área. Dessa forma, na maioria das vezes trabalha-se com as profundidades de 0-10 ou 0-20 cm. No entanto, dependendo do manejo adotado e da cultura implantada, é possível a avaliação em maior profundidade ou de forma fragmentada, por exemplo, 0-10, 10-20, 20-40 cm.​
5. Período da coleta de amostras de solo
O período ideal de coleta é variável para cada cultura, pois busca-se amostrar no momento em que a planta mais está conectada a atividade biológica do solo. Em culturas anuais, este momento se dá no florescimento das plantas. Por exemplo, para a cultura da soja preconiza-se a coleta próxima ao estádio R2, ou seja, no pleno florescimento da cultura. Para a cultura do milho, o período de coleta pode variar de V8 ao florescimento ou formação da 'boneca'. Para culturas perenes, deve-se realizar a amostragem em momentos onde as plantas apresentem florescimento.
6. Pontos de coleta na área de cultivo
A distribuição das sub-amostras também é variável para cada cultura. Deve-se buscar a maior representatividade das áreas, o que gera esquemas de amostragem variável dependendo do tipo de cultura e prática de manejo a ser avaliada. Esquemas sugeridos de amostragem, sugeridos pela Andrios, encontram nas figuras 1 (culturas anuais) e 2 (culturas perenes).
7. Pontos de coleta na área de cultivo
A amostragem de raízes, necessárias para avaliação da colonização micorrízica (%CM) das plantas, deve ser feita de forma a priorizar a coleta de raízes finas. A quantidade de raízes necessárias para avaliação de %CM é de 1 a 2 gramas de raízes finas. Em culturas com sistema radicular fasciculado, praticamente todas as raízes finas são passíveis de serem utilizadas no procedimento. No entanto, para culturas com sistema radicular pivotante, deve-se priorizar a coleta das raízes adventícias ou secundárias. 
Não é necessário lavar as raízes ou realizar qualquer outro procedimento, sendo recomendado o envio das mesmas em sacos ou outros recipientes plásticos adequados. Não há necessidade de nenhum tipo de armazenamento especial destas amostras, sendo apenas recomendado seu envio da forma mais rápida possível para o laboratório.
8. Envio de amostras de solo para análises 
biológicas ao laboratório
As amostras de solos a serem utilizadas nas análises biológicas não precisam ser armazenadas sob temperatura determinada (por exemplo refrigeração ou congelamento). A única recomendação é que estas sejam enviadas ao laboratório da forma mais rápida possível, o que determina a confiabilidade e a fidelidade das amostras analisadas.

Anexo –  Esquemas de distribuição de sub-amostras para compor amostras a serem utilizadas em análises biológicas do solo.

Anexo –  Figura 2. Esquemas de amostragem de solo em áreas com culturas anuais e cana-de-açúcar.

I. Sistema a ser utilizado para avaliação de tratamentos realizados em área total.

 

II. Sistema a ser utilizado para avaliação de tratamentos realizados no sulco de plantio. 

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